Uma palavra, um olhar, um toque, uma fragrância… Os relacionamentos normalmente começam por pequenos gestos cheios de significado. Emoção, afetividade, conexão. Mas com o tempo, a intimidade vai dando lugar a um relaxamento, um certo desleixo… A fala já não é mais atenciosa, os gestos não demonstram carinho, e o olhar de admiração vai ficando desfocado pelo cotidiano. Pode ser que você comece a se incomodar com o parceiro, e até mesmo aquilo que um dia lhe atraiu pode começar a despertar… desprezo.

“Se a vida é uma escola, os relacionamentos são a universidade”, reflete o líder humanitário Prem Baba. Certamente, é na intimidade das nossas relações que a convivência é mais desafiante. Compartilhar tempo e espaços, compartilhar a vida com um(a) parceiro(a) ou com outras pessoas mais próximas é um aprendizado para toda vida. É lidar com o Desconhecido dentro e fora de si.

Yogi Bhajan dizia que “As maneiras fazem o homem” (e a mulher também). Nossa LINGUAGEM CORPORAL carrega impacto em tudo o que projetamos. Estar consciente disso é uma forma de perceber e cultivar nossas relações.

Pense por um instante: Nas suas relações, você é inflexível, manifestando suas emoções com a intensidade da raiva, e chegando a oprimir o outro? Ou o extremo oposto: você é aquele(a) oprimido(a), que costuma ceder diante da violência de alguém? Ou ainda: será você aquele que quer “abraçar o mundo”, salvar a todos, e está sempre inquieto para resolver o problema de todo mundo?

O Algoz usa sua violência para esconder sua fragilidade.

A Vítima usa o drama e a culpa como justificativa para não se responsabilizar.

Já o Salvador, ocupa-se de “salvar o mundo” para não ter de encarar seus próprios problemas.

É importante perceber qual o padrão de comportamento é mais latente na sua psique, sua forma de encarar e lidar com o mundo. Esses perfis sempre estarão presentes em você mas, à luz da sua Consciência, você é capaz de atravessá-los no caminho para ser original e autêntico.

Você não deve negar aquilo que lhe incomoda, não deve negar suas emoções. Como Yogi Bhajan nos explica, há uma grande diferença entre reagir à emoção e RESPONDER À ENERGIA.

“(…) não reaja aos insultos, não reaja às lisonjas, não reaja aos desafios, não reaja a ser ignorado, não reaja às ameaças, não reaja ao louvor, não reaja à rejeição, não reaja nunca.

Em vez disso, responda com humor, responda com calor, responda com compaixão, responda com força, responda com firmeza, responda com compreensão, responda com empatia, responda com amor, responda com seu coração e responda com sinceridade em sua maior consciência”.

Yogi Bhajan

Uma Regra de Ouro, que é o Primeiro Sutra da Era de Aquário: Reconheça que o outro é você”. Saber se colocar no lugar da outra pessoa prepara você para saber como lidar com esse relacionamento. Não importam os anos e anos de convivência, importa manter-se continuamente aberto para o Infinito, o Desconhecido que o outro traz. Manter uma COMUNICAÇÃO franca, aberta, sem jogos, sem curvas e “jeitinhos”, e sempre respeitosa. É muito comum as pessoas não se escutarem. Não cultivar a comunicação nos seus relacionamentos é apodrecer sementes de vida dentro de si.

Outro ponto importante para os relacionamentos bem-sucedidos é o COMPROMISSO. A única coisa que realmente está em suas mãos numa relação é o seu compromisso que você sustenta. Altos e baixos fazem parte de qualquer relação, mas apesar deles você está lá, sustentando. É bem verdade, que ora sustentando com um sorriso, ora sustentando com uma “cara de maracujá”. Mas você não abandona, não foge. Ainda que um dia decida terminar um relacionamento, tudo certo. Mas essa decisão não é um plano de fuga ou ataque; é um fruto da Consciência. E então você “sai pela porta da frente”. Reconheça, na vida, os compromissos importantes para você, e se dedique a sustentá-los.

Esse compromisso, resume Shakti Parwha Kaur Khalsa: “pode ser seus votos de casamento, ou sua fidelidade ao seu trabalho, ou amigos, família. Ou criar uma criança, um projeto. O sucesso começa com intenção, integridade, honra em continuar e elevar”. Comprometer-se.

“Num relacionamento comprometido, você segura a mão de uma pessoa

e mesmo que as cabeças caiam, vocês mantém as mãos unidas”.

Pritpal Kaur Khalsa

Amor e Bênçãos,

Prem Bhagat Singh

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